quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Mulher Eis ai o teu filho, filho eis a tua mãe.


Depois te ter recordado a presença de Maria e das outras mulheres junto da cruz do Senhor, São João refere: "Ao ver Sua Mãe e junto dela o discípulo que Ele amava, Jesus disse à Sua mãe:" "Mulher, eis aí o teu filho". Depois disse ao discípulo: "Eis aí a tua Mãe" (Jo.19, 26-27).
Estas palavras, particularmente comoventes, constituem uma "cena de revelação": revelam os profundos sentimentos de Cristo moribundo e encerram um grande riqueza de significados para a fé e a espiritualidade cristã. Com efeito, ao dirigir-se, no fim da Sua vida terrena, à Mãe e ao discípulo que Ele amava, o Messias crucificado estabelece novas relações de amor entre Maria e os cristãos.
Interpretadas às vezes unicamente como manifestação da piedade filial de Jesus para com a Mãe, confiada para o futuro ao discípulo predileto, essas expressões vão muito além da necessidade de resolver um problema familiar. De fato, a consideração atenta do texto, confirmada pela interpretação de muito Padres e pelo comum sentir da igreja, põe-nos diante, na dúplice entrega de Jesus, de um dos fatos mais relevantes para compreender o papel da Virgem na história da salvação.
As palavras de Jesus na cruz, na realidade, revelam que o Seu primeiro intento não é o de confiar a Mãe a João, mas de entregar o discípulo a Maria, atribuindo-lhe uma nova missão materna. O termo "mulher", além disso, usado por Jesus também nas bodas de Caná para conduzir Maria a uma nova dimensão do seu ser Mãe, mostra que as palavras do Salvador não são frutos de um simples sentimento de afeto filial, mas têm em vista pôr-se num plano mais elevado.
A morte de Jesus, embora tenha causado o máximo sofrimento a Maria, não muda por si mesmo as suas habituais condições de vida: com efeito, abandonando Nazaré para iniciar a Sua vida pública, Jesus tinha já deixado sozinha a Mãe. Além disso, a presença junto da cruz da sua parente, Maria de Cléofas, permite supor que a Virgem tivesse boas relações com a família e os parentes, junto dos quais poderia encontrar acolhimento depois da morte do Filho.
As palavras de Jesus, ao contrário, assumem o seu mais autêntico significado no interior da Sua missão salvadora. Pronunciadas no momento do sacrifício redentor, elas haurem precisamente desta circunstância sublime o seu valor mais alto. O Evangelista, com efeito, depois das expressões de Jesus à Mãe, refere um significado incisivo:"Jesus, sabendo que tudo estava consumado..." (Jo. 19, 28), quase a querer ressaltar que Ele levou a termo o Seu sacrifício com a entrega da Mãe na obra da salvação.
A realidade posta em ato pelas palavras de Jesus, isto é, a nova maternidade de Maria em relação ao discípulo, constitui um ulterior sinal do grande amor, que levou Jesus a oferecer a vida por todos os homens. No Calvário esse amor manifesta-se ao dar uma mãe, a Sua, que se torna assim também a nossa mãe.
É preciso recordar que, segundo a tradição, João é aquele que, de fato, a Virgem reconheceu como o seu filho; mas esse privilégio foi interpretado pelo povo cristão, desde o início, como sinal duma geração espiritual que se refere à humanidade inteira.
A maternidade universal de Maria, a "Mulher" da bodas de Caná e do Calvário, recorda Eva, "Mãe de todos os viventes" (Gn. 3, 20). Contudo, enquanto esta contribuíra para a entrada do pecado no mundo, a nova Eva, Maria, coopera para o evento salvífico da Redenção. Assim na Virgem, a figura da "mulher" é reabilitada e a maternidade assume a tarefa de difundir entre os homens a vida nova em Cristo.
Em vista dessa missão, à Mãe é pedido o sacrifício, para Ela muito doloroso, de aceitar a morte do seu Unigênito. A expressão de Jesus: "Mulher, eis aí o teu filho", permite a Maria intuir a nova relação materna que prolongaria e ampliaria a precedente. O seu "sim" a esse projeto constitui, portanto, um assentimento ao sacrifício de Cristo, que Ela aceita generosamente na adesão à vontade divina. Ainda que no desígnio de Deus a maternidade de Maria se destinasse, desde o início, a estender-se à humanidade inteira, só no Calvário, em virtude do sacrifício de Cristo, ela se manifesta na sua dimensão universal.
As palavras de Jesus: "Eis aí o teu filho", realizam aquilo que exprimem, constituindo Maria Mãe de João e de todos os discípulos destinados a receber o dom da Graça divina.
Na Cruz Jesus não proclamou de modo formal a maternidade universal de Maria, mas instaurou uma concreta relação materna entre Ela e o discípulo predileto. Nesta escolha do Senhor pode-se divisar a preocupação de que essa maternidade não seja interpretada em sentido vago, mas indique a intensa e pessoal relação de Maria com cada um dos cristãos.
Possa cada um de nós, precisamente devido a esta concretitude da maternidade universal de Maria, reconhecer plenamente n Ela a própria Mãe, entregando-se com confiança ao seu amor materno.
Papa João Paulo II
Do livro: A Virgem Maria

Maria Mãe da igreja


Para aqueles que questionam se Maria teve outros filhos ou não quero levá-los a meditar no termo “irmão”. No idioma falado naquela região, na época de Jesus, era utilizado para designar irmão ou primo: “Não é este o filho do carpinteiro? Não é Maria sua mãe? Não são seus irmãos Tiago, José, Simão e Judas? E suas irmãs, não vivem todas entre nós? Donde lhe vem, pois, tudo isso?” (Mateus 13,55-56).
A Sagrada Escritura nos dá claros indícios dos supostos “irmãos de Jesus”. Não eram filhos da mãe de Jesus (Maria), mas, parentes em sentido amplo. A palavra grega ADELPHOI que, nos Evangelhos, é traduzida por “irmãos”, é equivalente ao vocábulo bíblico e semita “AH” que significa “parentesco em geral”, tanto em aramaico como em hebraico o termo “AH” não designa somente os filhos dos mesmos genitores, mas também os primos ou parentes mais distantes, devido a pobreza vocabular dessas línguas, como pode ser observado em Gênesis 13,8-14; 29,12.15; 31,23; I Crônicas 23,21-23; II Crônicas 36,10; II Reis 36,10; I Samuel 20,29; Juízes 9,23.
A certeza é que Maria concebeu Jesus virgem e permaneceu virgem após o parto (mistério de fé) e que, após sua morte, ela subiu aos céus sem pecado. O próprio Catecismo da Igreja Católica considera o ato sexual no Matrimônio uma bênção de Deus. Considera José como castíssimo esposo. No entanto, a nossa visão de castidade é um pouco distorcida: castidade não significa abstinência sexual, mas sim a vivência da sexualidade de forma sensata e coerente, respeitando o tempo de viver cada etapa da vida.
A união com Jesus não se dá por vínculos de sangue ou raça, mas pela união ao amor misericordioso do Pai que vem libertar e trazer vida a todos os homens e mulheres. Frequentemente, as famílias se fecham em torno de tradições e de interesses particulares e até excludentes.
Jesus amplia um conceito tradicional e hermético de família para um conceito aberto e solidário, com uma dimensão universal. Na medida em que a família se comprometa com ofazer a vontade do Pai ela se abre à partilha, à solidariedade e à acolhida aos mais excluídos e empobrecidos, sem preconceitos e com amor.
Cristo indica, assim, o parentesco espiritual que O liga ao povo que resgatou. Os Seus “irmãos e irmãs” são os homens santos e as mulheres santas que tomam parte com Ele na herança celeste. A Sua “mãe” é toda a Igreja porque é ela quem, pela graça de Deus, gera os membros de Jesus Cristo. A Sua mãe é também toda alma santa que faz a vontade do Pai e cuja caridade fecunda se manifesta naqueles que gera para Ele, até que Ele mesmo neles seja formado (cf. Gl 4,19).
Maria é certamente a mãe dos membros do Corpo de Cristo, isto é, de todos nós. Porque, pela sua caridade, ela cooperou para gerar na Igreja os fiéis que são os membros do corpo místico de Jesus.
Padre Bantu Mendonça

A importância de Maria em nossa familia parte II


Não é necessário que as práticas de piedade em família sejam numerosas, mas seria pouco natural que não se estabelecesse nenhuma num lar em que todos, ou quase todos, professam ser cristãos.
Aproximemo-nos com confiança do trono da graça, “da Virgem Maria”, a fim de alcançarmos misericórdia e acharmos graça no tempo oportuno. Hebreus 4,16.
A proteção de Maria é “como um rio espiritual que se derrama há mais de dois mil anos sobre os homens”. Recorrendo a Mãe de Deus, vivendo sob Sua proteção, é a melhor maneira de alcançarmos a misericórdia Divina.
Com Ela procuremos preparar o caminho para o Senhor que chegará em breve; que nossa vida se torne mais pobre e mais simples voltada mais para as coisas essenciais da nossa vocação cristã. Procuremos descobrir que devemos ter mais tempo para aquilo que é Eterno: a oração e a adoração ao Santíssimo, e se notarmos que nossa visão está embaçada e não distinguirmos com clareza esta Luz que procede de Belém, é chegado o momento de afastar os obstáculos. É tempo de fazer delicadamente o exame de consciência e através de uma boa Confissão, melhorar a nossa pureza interior para receber a Deus.
É o momento de discernir as coisas que nos separam do Senhor e de lançá-las para longe de nós. Só assim estaremos prontos quando Ele vier. 
        “Eis que Eu venho e farei novas todas as coisas!”
Agradeçamos a Deus por ter-nos dado a Sua Mãe como Mãe nossa! A melhor forma de agradecê-Lo é amá-La muito, falar com Ela ao longo do dia, aprender a imitá-La no amor ao Seu Filho, na Sua plena disponibilidade para tudo o que se refere a Deus.


A IMPORTÂNCIA DE MARIA EM NOSSA FAMÍLIA



A família está doente, muito doente!Ela encontra-se deificada pelo pecado. É preciso que a família se deixe instruir pela sabedoria de Deus, que jamais deixe de rezar, que ela tenha atitudes cristãs sólidas e que conserve o tesouro da piedade familiar. Mesmo que em muitos lugares os costumes que vem estendendo não sejam favoráveis, o Bom Deus deseja que as famílias vejam no ambiente adverso que as rodeia um motivo mais para se empenharem em fazer com que Ele seja realmente o centro de todos os lares, a começar pelo nosso. Nosso Senhor quer que os membros da família sejam apóstolos de coisas positivas, boas, amáveis e dos bens eternos, afogando o mal em abundância de bem. (Rom 12,21). Santo Agostinho exortava: “Procurai com todo o cuidado a salvação dos de vossa casa” A ressurreição espiritual da família. É necessário que a família redescubra os seus verdadeiros valores, valores que se estenderão por toda a eternidade. Nosso coração deve estar posto no Senhor, nos bens e valores eternos... E Ele quer, de maneira ordenada, de modo particular, que coloquemos o nosso coração nos membros da família, pois são eles que devemos levar a Deus em primeiro lugar, são a primeira realidade que devemos santificar. O Lar onde Jesus nasceu foi a primeira realidade humana que santificou com Sua presença. A família só vai bem, na medida em que ela está conseguindo identificar-se com a família de Nazaré! Nazaré é a escola em que se começa a compreender a vida de Jesus: A Escola do Evangelho.          Deus quer que seus filhos nasçam, vivam e se formem num lar, que deve ser imitação do de Nazaré.
Nosso maior auxílio: Santíssima Virgem Maria, Mãe de Deus e nossa Mãe.
Eis aí Tua Mãe, disse-nos Jesus da Cruz. E, dessa hora em diante, o discípulo a levou para sua casa (Jo 19,27). Estas palavras acendem agora na nossa mente uma luz intensa e poderosa, que nos permite entender que, se nos chamamos discípulos de Jesus, devemos convidar Santa Maria para que Ela seja uma da nossa casa, devemos acolher Santa Maria na nossa intimidade.
Ela é uma Rosa que exala desde o nascimento o bom aroma de Cristo, e se A convidamos a fazer parte de nossa casa, Ela a impregnará do Seu aroma. Com Ela aprenderemos a lição que mais interessa: que nada vale a pena se não estivermos junto do Senhor; de que nada servem todas as maravilhas da terra, todas as ambições satisfeitas, se não arder no peito a chama de amor vivo, a luz da santa esperança, que é uma antecipação do amor interminável na nossa Pátria definitiva: o Céu.
Maria ama a cada um de nós como se fôssemos o Seu único filho, e desvela-se pela nossa santidade e salvação como se não tivesse outros filhos na terra. Ao convidarmos Maria para ser Uma de nossa família, Ela purificará e polirá o coração de cada membro dela (da família) como jóia de muitos quilates, e conseguirá pôr Jesus nos pensamentos, nos afetos e desejos, nas palavras e nas obras, de cada um que faz parte dela (da família).
Quem melhor do que Maria poderá nos ensinar a viver de Cristo, por Cristo e com Cristo? Deus a quis como sua Mãe.
Quem é filho de Deus é inseparavelmente filho da Mãe de Deus. Devemos sentir-nos verdadeiramente filhos da Santíssima Virgem.
Maria percorreu pacientemente o “caminho da fé” ate à Cruz do Seu Filho.
Neste caminho Ela é solidária com todos nós: uma Mãe e uma Irmã compassiva.
Ela já nos demonstrou isto, quando assistiu as Bodas em Cana da Galiléia, junto a Seu Filho Jesus, quando Ela a Medianeira de todas as Graças, esteve atenta a tudo e levantou-se, porque sua fé não a deixou passiva, e diante do constrangimento da falta de vinho Ela preocupada tenta resolver o problema; é solidária aos anfitriões. Aproxima-se silenciosamente de Jesus e lhe diz: “Não têm vinho!” (Jo 2,3). É por solicitação D’Ela que Jesus faz o Seu primeiro Milagre (Jo 2,1-12). Ninguém pediu a Ela que intercedesse junto do Seu Filho. Ela esteve vigilante e reparou na situação antes que ninguém. É um consolo saber que Ela está a par das nossas indigências, das nossas necessidades, ainda que nós distraídos não notemos o que nos falta. E isso em todas as ordens: espiritual, física e material. Eis porque nós homens, especialmente nossa família, precisa muito dessa Virgem Mãe. Devemos olhar para Ela muitas vezes. Nos fará bem!
È Maria que apresenta as nossas súplicas ao Seu Filho, avalizadas pela sua poderosa recomendação. É pelas mãos de Maria que Deus quis que passassem todos os seus Dons e Mercês (favores), todas as Graças à humanidade. É das mãos de Maria que recebemos Jesus, o Filho de Deus feito Homem. É Maria que nos leva até Seu Filho Jesus. Infelizmente ainda não costumamos apreciar este Ofício Medianeiro de Maria!
Maria, a gloriosa Filha de Sião, experimenta como ninguém como estão próximos o “poder e a glória” de Deus. Ela exclama com reconhecida alegria no Magnificat (Lc 1, 46-55): A minha alma glorifica o Senhor...o Todo-Poderoso fez em Mim maravilhas. Santo é Seu Nome.”
Maria sabia e reconhecia que todo o Seu mérito era graça de Deus. Mesmo sendo consciente, sabendo que todas as gerações a proclamarão bem-aventurada (Lc 1,46-49). É para JESUS, o único Mestre da humanidade resgatada que Ela têm seu dedo apontado e a Sua Voz continua a repetir o mesmo convite através do espaço e do tempo: “Fazei tudo o que Ele vos disser!”(Jo 2,5).Maria preocupa-se com as coisas do Senhor.
Maria nos aponta para o Deus Santo, que é sempre maior do que nós, mas que permanece misteriosamente perto de nós e nos ama. Olhando para este Deus, que em Cristo se tornou nosso Pai, digamos também: “Eis-me aqui, enviai-me!” –“Faça-se em mim segundo a Tua palavra!” Ao serviço de Deus e dos homens. Amém!
Convidando Maria para estar junto conosco, Ela nos ajudará a abrirmos o nosso coração totalmente às coisas de Deus, ao Espírito de Deus, para podermos experimentar o Seu poder que nos fortalece para o serviço e o testemunho a que somos chamados!
O primeiro lugar onde realizaremos o serviço e o testemunho a que somos chamados é dentro do Sacramento do Matrimônio, em nossa vida familiar.
Jesus Cristo, contrariando o ambiente da época a respeito do matrimônio, devolveu-lhe toda a sua dignidade original e elevou-o à ordem sobrenatural, ao instituí-lo como um sacramento chamado a santificar os cônjuges na vida familiar. Pelo Sacramento Cristão Matrimônio, todo o amor humano se engrandece e se fortalece, porque o amor divino penetra no amor humano, ampliando-o e santificando-o. Justamente porque Deus une marido e mulher com vínculos divinos, o que eram dois corpos e dois corações torna-se uma só carne, um só corpo e um mesmo coração, à semelhança da união de Cristo com a sua Igreja (Ef. 5,22).
O Lar cristão é uma casa edificada sobre rocha. (Mt 7,24-27).
A casa que José instalou com tanto carinho para receber a Virgem Mãe Maria, foi em primeiro lugar a Casa de Maria. Entre José e Maria havia carinho santo, espírito de serviço e compreensão.
As paredes da casa de Nazaré testemunharam o amor entranhado dos membros da Sagrada Família; cheia de luz e de amor, ela é a imagem perfeita de um lar! Ali viveu-se com a simplicidade de costumes e calor humano; em constante harmonia de sentimentos.
Nossa casa deve ser antes de tudo Santuário de nossa Mãe!Maria cuidará da infinidade de detalhes que existe para que nosso lar seja verdadeiramente um lar cristão.
Sendo Maria Uma de nossa casa, Ela ajudará e transformará nossa família, fazendo-a como a família de Jesus: Sagrada, santa, exemplar, modelo de virtudes humanas, disposta a cumprir com exatidão a vontade de Deus.
Jamais devemos esquecer ou ignorar que Maria, numa contínua disponibilidade para Deus, “avançou pelo caminho da fé”.
E a Fé é peregrinar, subir, chorar, esperar, cair, levantar, buscar e sempre caminhar. A Vida de Maria foi um eterno peregrinar na Fé, Ela também foi caminhante e junto à Seu casto Esposo José e Seu Filho Jesus, Ela percorreu nossas estradas: sobressaltos, confusões, perplexidade, surpresas, medo, fadiga... Mais do que tudo houve interrogações: Que é isso? Será mesmo? E agora, que vamos fazer?
E quem melhor que Ela poderá nos ajudar no peregrinar (no caminhar) da nossa família?
A exemplaridade e a alegria dos esposos cristãos devem preceder o apostolado com os filhos. Essa alegria no meio das dificuldades normais de qualquer família, nasce de uma vida santa, da correspondência a vocação matrimonial e os filhos realizam um bem muito grato a Deus quando se esforçam por empregar todos os meios ao seu alcance para colaborar com o ambiente próprio de uma família cristã, em que todos vivem as virtudes humanas: cordialidade jovial, sobriedade, amor ao trabalho, respeito mútuo.
Nestes tempos de agora, em que os ataques as famílias parecem recrudescer, devemos seguir Seu exemplo, devemos fazer da nossa casa um lar cristão de uma família que recuperou sua dignidade cristã, não nos deixando impressionar pelas dificuldades e mesmo pelas chacotas que possam surgir no seu ambiente, da mesma forma que Jesus não se importou com o clima existente em Israel, contrário a sua doutrina.
Maria ajudará os pais a amarem seus filhos com um amor verdadeiro: interno, generoso, ordenado, que não olha para suas qualidades físicas, intelectuais ou morais e que sabe querer-lhes com os seus defeitos; os ajudará a amar seus filhos também por serem filhos de Deus. Maria ajudará os pais a educarem seus filhos, este enorme tesouro de Deus, fazendo-os não ser uma família como outra qualquer, mas uma família em que Cristo está presente. Maria com esta viva realidade, levará os pais a serem exemplares em todas as ocasiões e os filhos encontrarão nos pais o caminho que conduz a Deus.
Antes de tudo, Maria ajudará que os pais dêem bom exemplo aos filhos, que eles reconheçam diante dos filhos os próprios defeitos (Eclo30,1-2; Ef. 6,4), assim será criado um lar onde a ternura, o perdão, o respeito, a fidelidade e o serviço desinteressado serão a regra. Assim o lar se transformará em um lugar apropriado para a educação das virtudes; que requerem a aprendizagem da abnegação, de um reto juízo, do domínio de si, condições de toda liberdade verdadeira. Os pais ensinarão os filhos a subordinar “as dimensões físicas e instintivas às dimensões interiores e espirituais”(Catecismo da Igreja Católica,2223).
No lar de Nazaré tudo transcorreu na mais completa normalidade, sem acontecimentos de grande revelo externo. Maria nos ajuda a santificar as coisas mais pequenas em nosso lar: o trabalho de cada dia, os mil pequenos pormenores de atenção com as pessoas queridas, sorrir para aquele que está mais cansado, antecipar-se a serviço dos outros, vencer o mau-humor,festejar em família os aniversários e festas... Ela faz com que a normalidade do dia a dia em nosso lar, esteja repassada de tanto amor de Deus!Que o nosso lar passa a ser desde já um céu aqui na terra.
No Lar da Sagrada Família, Maria, santificou sua família pela oração, sua oração completou o que a sua palavra e os seus exemplos esboçaram. Deus nada recusa a oração constante de uma mãe, a oração deve ser também o alimento habitual da alma. José e Maria tinham o costume incessante de sempre deixar o primeiro lugar para a oração. O cansaço, a pressa, preocupações, trabalhos, antes de desanimá-los eram as coisas que mais ânimo lhes davam. A oração era sempre a rainha de todo o agir deles, era a luz, a esperança, a felicidade... Era a consolação nas horas tristes e canto de louvor nas horas felizes. A oração familiar, feita em comum, marido e mulher juntos, pais e filhos juntos, comunica uma particular fortaleza a toda a família, diante dela as armas do maligno, como a maldade do mundo, a sensualidade da carne e o orgulho do espírito fogem. Já dizia Paulo VI que uma das mais excelentes e eficazes orações em comum, que a família cristã é convidada a rezar é o Santo Rosário. Quando convidamos Maria para rezar conosco, Ela atende ao nosso pedido e une a sua voz a nossa, associando-Se a nossa oração. Assim nossa oração se torna muito eficaz, pois a Mãe Celeste é Onipotência suplicante. Ela obtém tudo o que Ela pede, porque Jesus jamais dirá um “não” a quanto Lhe pede Sua Mãe. Com a contemplação dos mistérios do Rosário, chegamos a compreender o desígnio de Jesus, que se manifesta em toda a Sua vida, desde a Encarnação ate a realização da Páscoa gloriosa. Deste modo, penetramos sempre mais no mistério de Sua Redenção. Vamos sempre mais compreender este mistério de amor, por meio de nossa Mãe Celeste e, passando pelo Seu Coração, conseguimos adquirir o imenso tesouro da caridade divina e ardente do coração de Cristo.
O Rosário é uma oração simples, humilde, mas muito eficaz! É uma oração que nos forma espiritualmente na pequenez, na mansidão, na simplicidade do coração, na verdadeira sabedoria que vem do alto. A oração do rosário é antes de tudo: pura; depois: pacífica, indulgente, conciliadora, aprovando o que é bom, cheia de misericórdia e de bons frutos, isenta de parcialidade e de hipocrisia.
Se na família, por infelicidade, os pais estão longe da fé, a Mãezinha Maria dará à filha ou filho, a graça necessária para realizar com eles um apostolado cheio de afeto e respeito, que consiste, ordinariamente, em rezar por eles, em dar-lhes o apoio de uma conduta filial, alegre, exemplar, cheia de carinho, juntamente com o empenho em procurar ocasiões de aproximá-los de pessoas que lhe possam falar de Deus com mais autoridade do que os filhos porque os filhos não podem arvorar-se por iniciativa própria em mestres de seus pais.
Nessa caridade, seremos formados, por Maria, para a perfeita glória do Pai, através da freqüente repetição da oração que Jesus nos ensinou: “Pai nosso que estais nos Céus, santificado seja o Vosso nome, venha a nós o Vosso Reino.”. Seremos formados também para a perene adoração da Santíssima Trindade, com a recitação do Glória ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo.
Nas refeições em família, devemos sempre convidar a Mãezinha, rezando o Ângelus, a participar conosco deste momento, em que mais do que o fato de alimentar o corpo, constituem em primeiro lugar, uma ocasião, de dar Graças a Deus, que nos proporcionou os alimentos graças aos frutos da terra. Em segundo lugar, sentar-se à mesa, é o rito que melhor testemunha o afeto e a confiança recíprocos. É o momento mais oportuno em que se pode na família, ter conversas mais longas, nas quais se estabelecem a comunhão entre as almas (Maria intercederá fortemente neste aspecto espiritual nas horas das refeições).
A Sagrada Família recitava com devoção as orações tradicionais que se rezavam em todos os lares israelitas, mas naquela casa, tudo que se referia a Deus tinha um sentido e conteúdo novos. Com que prontidão, fervor e recolhimento Jesus devia repetir os versículos da Sagrada Escritura que as crianças hebraicas tinham que aprender!(Salmo 55,18; Dan 6,11; Salmo 119) ... e as orações aprendidas dos lábios de seus pais.
Os pais que sabem rezar com seus filhos encontram mais facilmente o caminho que os leva ao coração desses filhos. De Maria, Jesus também aprendeu maneiras de falar, ditos populares cheios de sabedoria, que mais tarde utilizaria nas suas pregações.
A par de uma vida exemplar, que é um ensinamento contínuo, os pais devem ensinar os seus filhos modos práticos de tratar com Deus, especialmente nos primeiros anos de infância. Logo que começam a balbuciar as primeiras palavras: orações vocais simples, que se transmitem de geração em geração, fórmulas breves, claramente compreensíveis, capazes de pôr-lhes no coração os primeiros germes do que chegará a ser uma piedade sólida: invocações ao Santo Anjo da Guarda. Pouco a pouco eles aprenderão a saudar piedosamente os quadros e imagens de Nosso Senhor, da Mãezinha Maria, de São José, dos Anjos e Santos. A leitura de alguns versículos do Evangelho... Com os mais velhos, a recitação do Terço, orações pelas pessoas falecidas, pelas intenções da família, do Papa. A rezarem antes de deitarem. Especialmente a prática da visita freqüente ao Santíssimo Sacramento, levando-os consigo à Igreja desde pequenos.
Se os pais souberem praticá-los, contribuirão para que se respire no lar, sempre um clima amável, da família cristã, onde os filhos, desde pequenos aprenderão com naturalidade a tratar com Deus e com a Sua Santíssima Mãe. E os filhos nunca se esquecem das ajudas que receberam quando crianças dos seus pais: para que rezasse, para que recorressem a Virgem em todas as situações... As formas práticas de nos dirigir-nos a Jesus Sacramento. E sem dúvida esta é a melhor herança que nós recebemos e que eles receberão.


segunda-feira, 15 de outubro de 2012

A Virgem do silencio a mãezinha do céu


Maria Santíssima; A serva fiel de Deus.



A igreja católica desde os tempos de outrora venera a virgem Maria, e lhe dá o devido respeito e lhe presta homenagens, pois ela foi a maior mulher e educadora que já existiu.

Maria foi uma grande mulher, mas não foi grande porque ela quis ou porque assim se fez, mas ela foi grande porque Deus á fez grande quando a escolheu para ser MÃE de JESUS. Maria foi grande também porque foi obediente e porque confiou em Deus. Ela também foi modelo de mulher forte, amorosa e intercessora, Maria intercedeu em Cana da Galiléia naquela festa de casamento dizendo a Jesus: “Eles não têm mais vinho” (Jo 2, 1-12). Foi o próprio Jesus que deu a sua mãe como mãe da Igreja e da humanidade naquele momento doloroso da cruz: “MULHER EIS AI TEU FILHO, FILHO EIS AI TUA MÃE.” (Jo 19, 25-27). A igreja tem Maria também como Rainha, pois, seu filho é o Rei celeste. Maria é bendita entre todas as mulheres, foi assim que sua parenta Isabel a saudou quando recebeu a visita dela em sua casa: “QUANDO MARIA ENTROU NA CASA DE ZACARIAS, E SAUDOU ISABEL. QUANDO ISABEL OUVIU A SAUDAÇÃO DE MARIA A CRIANÇA AGITOU NO VENTRE, ISABEL FICOU CHEIA DO ESPÍRITO SANTO E GRITOU: VOCÊ É BENDITA ENTRE TODAS AS MULHERES E BENDITO É O FRUTO DO TEU VENTRE.” (Lc 1, 39-45). Nós pedimos o auxilio e a intercessão dela porque ela é mãe de Jesus, e o filho sempre atende e escuta o pedido de sua mãe, assim como Jesus atendeu ao pedido de sua mãe nas bodas de Cana, Maria já sabia o que Jesus ia fazer e disse: “FAÇAM TUDO O QUE ELE LHE DISSER”.

(Jo 2,5).

Maria é a mulher do silêncio, a mulher da paz inquieta, mulher forte que ama todos os seus filhos e filhas, amemos e veneremos Maria Santíssima a serva fiel de Deus pai.

SALVE REGINA MATER MISERICORDIE

Maria e o anjo

Belíssimo vídeo em que mostra a anunciação

Oração a Maria Santissima

ó maria santíssima, tão pura e venerável
entre os homens e mulheres dessa terra,
e aos anjos e santo que habita a morada celeste
abençoai os teu filhos que em cada momento levantam suas 
suplicas e graças a o divino filho que está no céu,
e
 que na hora da morte você possa interceder por todos aqueles
que depositam em ti a confiança com arma do santo terço.

  1. Amém

Combati o bom combate

Se nós não combater os bom combate como cristãos, fracassado cristão seremos e a coroa do martírio não iremos alcançar, mas se nós combater o bom combate, e reconhecer o Cristo que tem sede de nosso amor, e não negarmos o seu nome até a morte verdadeiro cristão seremos.

Cleber Aparecido.

domingo, 14 de outubro de 2012

Nossa Senhora desatadoras do nós

Virgem Maria, Mãe do belo amor, 
Mãe que jamais deixa de vir 
em socorro a um filho aflito, 
Mãe cujas mãos não param nunca 
de servir seus amados filhos, 
pois são movidas pelo amor divino 
e a imensa misericórdia 
que existem em teu coração, 
volta o teu olhar compassivo sobre mim 
e vê o emaranhado de nós 
que há em minha vida. 
Tu bem conheces o meu desespero, 
a minha dor e o quanto estou amarrado 
por causa destes nós. 
Maria, Mãe que Deus 
encarregou de desatar os nós 
da vida dos seus filhos, 
confio hoje a fita da minha vida em tuas mãos. 
Ninguém, nem mesmo o maligno 
poderá tirá-la do teu precioso amparo. 
Em tuas mãos não há nó 
que não poderá ser desfeito. 
Mãe poderosa, por tua graça 
e teu poder intercessor 
junto a Teu Filho e Meu Libertador, Jesus, 
recebe hoje em tuas mãos este nó......... 
Peço-te que o desates para a glória de Deus, 
e por todo o sempre. 
Vós sois a minha esperança. 
Ó Senhora minha, 
sois a minha única consolação dada por Deus, 
a fortaleza das minhas débeis forças, 
a riqueza das minhas misérias, a liberdade, 
com Cristo, das minhas cadeias. 
Ouve minha súplica. 
Guarda-me, guia-me, 
protege-me, ó seguro refúgio!
Maria, Desatadora dos Nós, roga por mim.
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sábado, 13 de outubro de 2012

Maria primeiro sacrario

Ali, no silêncio daqueles nove meses, Maria gestou o Filho de Deus que, anos depois, deixaria para a humanidade o memorial de Sua paixão: o seu corpo e sangue transmutados no pão e no vinho, repartidos na Eucaristia.  O embrião cresceu, fortaleceu-se: em sabedoria, estatura e graça diante de Deus e dos homens.  Jesus, já na plenitude de Sua vida terrena, encontra na instituição da Eucaristia – o mistério da fé – a forma de manter-Se presente na vida de todos os homens e mulheres.
Quisera a cada Eucaristia nossos corações pudessem ser como o útero de Maria e receber e gestar o corpo e o sangue de Jesus Cristo, deixando que Sua memória seja a força constituinte de nossas ações, como a gravidez constituiu o corpo de Maria.  Que, junto com Ele, nossos corações cresçam e possamos também revelar através de nossa vida a estatura, a sabedoria e a graça de Deus que tudo transforma e vivifica. 

Misericódia


O Deus em que abita o céu, é o deus que hábito a terra, o espírito que esta no céu, é o espírito que nos inflama com seu fogo abrasador, e o filho que Junto está com o pai, é o Deus que se fez sacrifício e sacrifício de cruz.

Cleber Aparecido

Jesus o verdadeiro pão da vida

Jesus, se preocupou tantas vezes com a fome e sede dos homens, que assim realizou milagres para saciar á fome e a sede (miséria), um deles é o multiplicação dos Pães, transformação da agua em vinho e as curas que o senhor realizava. Mas a f
ome e a sede em que Jesus vai trazer na bem aventurança é bem diferente daquelas em que ele realizava pois vai dizer que "Bem aventurado os que tem fome e sede de justiça, por que serão saciados" (Mt 5,6), disse Jesus, referindo se não aos famintos, mais os sedento de amor e misericórdia do Pai, e a justiça divina ou seja a que nos em caminhos dos primórdios da santidade do homem, por que a fome e a sede, seria o clamor do espirito, á chama do senhor que faz a presença de Deus acontecer em nossas vidas.
A maior alegria que podemos dar a Maria Santíssima é a de levar Jesus Eucarístico no nosso peito. – (Santo Hilário)
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