terça-feira, 8 de março de 2016

O que é a santidade e como ser um jovem santo?

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autor: Ir. João Antonio Johas

O que é a santidade e como ser um jovem santo?

Existem algumas palavras que ao longo do tempo podem ir perdendo seu significado original, fazendo com que seja difícil entender bem o que se quer dizer quando a escutamos. Isso aconteceu com a palavra “Santo” e seus derivados, “Santidade”, “Santificação”, etc. O que significa afinal de contas ser santo? É possível para qualquer um? O que temos que fazer para crescer na santidade?
Se falamos dos santos hoje, podemos começar a pensar nos santos que conhecemos e que estão nos altares, que faziam muitos milagres e possuíam várias experiências místicas. Realidades que estão muito distantes da nossa experiência pessoal de limitação, fragilidade e pecado. A conclusão óbvia a partir disso é que a santidade não é para nós, homens e mulheres comuns e correntes.
Mas isso não é verdade. De fato, escutamos muito na Igreja hoje em dia que todos somos chamados a ser santos. Mas o que o isso quer dizer? Ser santo, se buscamos na bíblia seu significado, pode ser entendido como separar alguém, ou algo, para Deus. É, então, deixar que Deus seja o guia de nossas vidas. Não se requer, para ser santo, ressuscitar mortos ou curar as pessoas com um toque. O fundamental da santidade é separar nossa vida para Deus.
De fato, em um sentido, todos os católicos já são santos desde o batismo. Nesse dia, fomos consagrados, separados para Deus. Quando recebemos a água benta em nossa cabeça em nome da Santíssima Trindade, entramos para a família de Deus, somos separados do mundo, ou seja somos feitos santos e santas de Deus.
Entender isso é importante porque nos ilumina para as outras perguntas. O que posso fazer para ser santo? Como posso crescer na santidade? Na verdade, nós não podemos fazer nada para sermos santos, é Deus que fez e que faz isso em nós. Nós somos pecadores e, por nossas próprias forças, estávamos condenados a viver em nossa miséria, longe de Deus. Mas Deus, em sua bondade e misericórdia, sai a nosso encontro e nos santifica.
A santidade é, por tanto, um dom de Deus que recebemos e que precisamos cuidar e fazer crescer. Aqui entra a nossa parte nesse assunto. Apesar de termos sido feitos santos pelo amor de Deus, muitas vezes na nossa vida cotidiana nos esquecemos disso não vivemos como filhos e filhas de Deus. Sujamos essa santidade de Deus que nos foi dada. O nosso trabalho é cuidar para que isso não aconteça em mim e nos meus irmãos. Como fazer isso?
Mais uma vez Deus sai ao nosso encontro. Ele conhece as nossas debilidades e sabe que precisamos de ajuda não só para sermos santos, mas para perseverar e crescer na santidade. Por isso ele nos concede sua Graça, especialmente nos sacramentos deixados por Ele na Igreja. Lá podemos uma e outra vez renovar-nos em nossa santidade e receber a ajuda necessária para custodiá-la e para ajudar a que outros sejam também santos. Todas as vezes que nos confessamos e recebemos a comunhão na Santa Missa, entramos em maior comunhão com Deus, nos tornamos mais como Ele, que é o Santo por excelência. E quando, com o nosso testemunho de uma vida santa, ou seja, uma vida com Deus, ajudamos a que outros se lembrem da sua própria santidade, do seu chamado a serem santos, estaremos contribuindo com a Missão de Jesus, de Maria e da Igreja, estaremos vivendo como filhos e filhas de Deus, como santos e santas. Essa é uma dimensão da vida dos santos, chamada apostolado, que nunca pode faltar e que é como um termômetro para saber se estamos realmente vivendo santamente.
Portanto, ser santo não é difícil. Se contássemos apenas com as nossas próprias forças, a santidade seria algo impossível para nós, simples pecadores. Mas sempre contamos com a Graça e com a Misericórdia de Deus, que sai ao nosso encontro, nos santifica e nos ajuda a perseverar na santidade. Que possamos, então, acolher esse dom de Deus com maior carinho e custodiá-lo com maior zelo, para que, vivendo como santos e santas de Deus possamos contagiar o mundo com esse fogo da santidade que espera chegar aos corações do mundo inteiro.

fonte: http://www.a12.com/jovens-de-maria/noticias/detalhes/o-que-e-a-santidade-e-como-ser-um-jovem-santo

terça-feira, 1 de março de 2016

A Experiencia do Trabalho pastoral

Neste artigo pretendo deixar um texto de impulso aos irmãos vocacionados, sobre a experiência do trabalho pastoral enquanto seminarista. Irei ser breve, mas que possa ajudar a cada um da forma que mais precisas.

A pastoral é algo formidável, pois é o período mais "gostoso" de se estar. Pois estará fazendo aquilo que te encanta, que te impulsiona estar com o povo e trabalhar com o povo. Mas é claro que cada um tem seu critério e sua maneira de trabalhar. Entretanto é necessário sabermos que tudo deve estar ligado ao serviço da Igreja e aos evangelhos como princípios.
Estar com o povo é simplesmente fazer-se comunidade, estar preste abraçar aos serviços. No âmbito seminaristico não está como coordenador (dependendo da situação ou aconselho do pároco ou reitor), mas aquele que irá colaborar com a formação ou dar um auxilio ao povo eu aprendi que: " Só iremos superar essa postura de querer libertar dominando", quando entendermos que não estamos "sozinhos" no mundo e que o processo de libertação não é obra de uma só pessoa ou grupo, mas sim de todos nós. Para isso é preciso saber ler a nossa vida, isto é, procurar agir e refletir sobre a ação. O meu filósofo   Paulo Freire chama de unir teoria com prática, pois somente pensando as nossas ações é que vamos nos reconhecer nelas como sujeitos. Disso eu digo de experiência própria que a pastoral exige um  trabalho coletivo e de coletividade com o pároco como já disse não somos coordenadores ou chefes mas sim pessoas dispostas ajudar e a se formar.
Santa Ângela de Mérici
Araraquara-SP
No ano de 2011, iniciei o processo na paróquia de Santa Ângela de Merici em Araraquara-SP. E lá cuidei da parte dos coroinhas, o primeiro contato estava ali aprendi naquela comunidade a docilidade e carisma que se deve despertar em nós quando iniciamos uma caminhada pastoral. A comunicação também é  fundamental, naquela realidade havia as crianças e jovens. Que experiência rica pois aprendi que acolher e ter um impulso de ser um instrumento de dialogo a todas ás classes. Portanto surge aqui um conceito fundamental na questão pastoral que é o dialogo.
O diálogo sempre foi importante para o desenvolvimento das potencialidades humanas tanto no nível pessoal, como no cultural e social. Feita à imagem e semelhança de Deus, a pessoa descobre-se como ser dialogante como o é o próprio Deus.
Mas, que vem a ser diálogo?

Diálogo não é...

- conversa para legitimar resoluções já tomadas;

- um meio de “dobrar“ o outro;

- só ouvir ou só falar;

- uma conversa que só pode ter um resultado final;

- dar bons conselhos a quem não sabe nada;

- algo que só é considerado bem-sucedido quando convencemos o outro;

- conhecer a opinião do outro para poder combatê-lo melhor.

Diálogo é...

- um ato de mútua aprendizagem;

- uma oportunidade para conhecimento do outro;

- uma conversa cujo resultado não se prevê;

- um exercício de respeito

- uma comunicação horizontal;

- algo que pode ter sucesso mesmo quando as opiniões divergentes são mantidas;

- crer na boa vontade do outro, mesmo se discordamos.

Um dos grandes meios que temos para nos comunicar, de encontrar o caminho de pessoa a pessoa é a palavra. A linguagem é a arma mais poderosa e mais eficiente que o homem possui.

É com a palavra que nos comunicamos com o próximo. Uma palavra pode: agradar, ferir, convencer, estimular, entristecer, instruir, enganar, louvar, criticar ou aborrecer as pessoas a quem for dirigida.

A linguagem é o instrumento essencial das relações humanas.

Na comunicação entre as pessoas é tão importante quanto a enxada para o lavrador ou o torno para o mecânico. Se ela é tão importante, devemos cercá-la de todos os cuidados possíveis.

Devemos nos esforçar para que nossas palavras pelo tom, oportunidade e adequação sejam um meio de comunicação.” (Me. Ma. Helena Cavalcanti)

Caminhar para a unidade da comunidade, respeitando a diversidade, exige que se evitem rótulos preconceituosos, que se busque em conjunto o Reino de Deus, ainda que por caminhos diferentes.

Santa Rita de Cássia
São Carlos-SP
Em 2014, tive segundo contato a uma comunidade diferente depois de 2 anos em uma outra totalmente diferente. Estive a frente de trabalhar na santa Rita de Cássia - São Carlos (SP), porém lá  era uma outra realidade, fiquei a frente do grupo de Jovens e catequese. E a esperança que brotou no ensinamento naquela paróquia foi a de simplicidade. Sim á simplicidade. E aprendi a quebrar paradigmas com a juventude a experiencia que se brotou foi: Muitos religiosos passam as pessoas um Deus que só diz NÃO, não pode isso, não pode aquilo, mas a Palavra de Deus diz que tudo nos é permitido (I Coríntios 6:12), então podemos tudo, mas como Cristão temos que ter a sabedoria do que nos convém e não podemos permitir que nada nos domine.
Posso ir à praia, a festas, jogar futebol, ver televisão, usar internet, ouvir musicas de todos os gêneros, me vestir bem, posso tudo isso, preciso apenas ter sabedoria no que vou ver e fazer.
Você, para agradar a Deus, não tem que ser diferente por fora, mas sim por dentro e isto serve para todos homens e mulheres que se privam de se vestir bem e proíbem seu filhos também, querem apenas mostrar com as roupas que são cristãos, mostrem que são cristãos com suas atitudes e seu amor. Simplesmente entender e caminhar com a juventude.
São Francisco de Assis
São Carlos-SP
No ano de 2015, tive a experiência com a paróquia de São Francisco de Assim também em São Carlos. E La obtive dois conceitos de experiência: Ser comunidade e ver a pobreza de modo diferente. Para resumir o que é ser comunidade para mim, lembro-me das palavras o papa emérito: Papa Bento XVI tem insistido em uma nova evangelização cujo foco central é a pessoa de Jesus Cristo, caminho, verdade e vida. É isso que a Igreja deseja realizar com a ajuda de seus batizados. Os desafios de hoje são imensos no campo da evangelização, mas a nossa esperança é maior ainda e, por isso, podemos sonhar com uma sociedade que expressa uma fé madura, levando-a a um comprometimento com Igreja. Mas tudo depende de nossas ações. Agora entrando no ambito de pobreza é o mesmo em dizer que vendo a relação da comunidade percebi que ressalte-se que o evangelho é qualquer coisa, menos resignação.
 Quem escolhe ser pobre contenta-se com o que é suficiente para si e partilha, daquilo que consegue, o que ultrapassa o necessário para viver dignamente.
Não nos pede Jesus para sermos miseráveis, a finalidade da 1ª bem-aventurança é que ninguém seja miserável. Isto ocorrerá quando todos dividirem aquilo que esta além do necessário para uma vida digna para si. E Está partilha existia no meio daquele povo em cada café da manha em que cada um levavá seu pão para ser partilhado.
“As experiências pastorais devem favorecer para os seminaristas, o convívio fraterno com os leigos, o conhecimento melhor de suas aspirações e de suas atividades apostólicas e o conhecimento da capacidade de comunicação e relacionamento” (doc. 55 da CNBB, n. 9).
Para a experiência pastoral, o seminarista será ajudado a conhecer a realidade da paróquia antes de exercer suas atividades pastorais: deve, ainda, ser orientado, educado e incentivado para melhor executa-las.

Orientações sobre as Experiências Pastorais dos Seminaristas,
conforme as Diretrizes da Formação, doc. 55, CNBB



1.º) As experiências pastorais do seminarista devem ajudá-lo a (n. 94):
-         Assimilar as atitudes do Cristo Bom Pastor;
-         Crescer no compromisso;
-         Abrir-se mais à comunhão com o povo e o presbitério;
-         Ser fermento de transformação da sociedade;
-         Promover a abertura para o diálogo com as outras religiões e outras culturas;
-         Integrar sua dimensão humano-afetiva;
-         Capacitar-se para uma visão de conjunto da ação pastoral;
-         Adquirir um espírito missionário.

2.º) A pastoral não deve se reduzir a uma série de tarefas ou experiências pastorais desconexas entre si e mal justapostas a outros aspectos da formação (n. 95).

3.º) O trabalho pastoral do seminarista será devidamente planejado, acompanhado e avaliado (n. 96). Por isso, o seminarista juntamente com o Padre e o Conselho da Paróquia que o acolhe, deverão fazer um plano pastoral, em quatro vias: uma para o Seminário, uma para a Paróquia, uma para o Seminarista e uma para o Conselho de Formação.

4.º) O engajamento pastoral deve prolongar-se durante todo o ano letivo, mas sem prejudicar os estudos (n. 96) e as atividades normais do Seminário, pois estes são prioritários.

5.º) As experiências pastorais devem favorecer, para o seminarista, o convívio fraterno com os(as) leigos(as) e o Padre, etc. (n. 99).

6.º) Convém que o seminarista não se restrinja a atividades já rotineiras ou até burocratizadas, mas procure o contato pessoal, a convivência familiar, as iniciativas espontâneas (n. 99).

7.º) O engajamento pastoral do seminarista é também uma oportunidade para que os agentes de pastoral, as comunidades eclesiais e o povo participem da formação do futuro presbítero, estimulando-o com seu testemunho e seu apoio e também participando da avaliação do seu desempenho (n. 100).

8.º) O seminarista não deverá ser mini-padre, substituto do padre ou co-dividir as tarefas, devido à sobrecarga do Padre, mas deverá, conviver, rezar, partilhar e fazer experiência pastoral positiva juntamente com o Padre e a Comunidade que o acolhe, fazendo uma experiência pastoral gradativa.




Capítulo III: O testemunho dos mártires

A vida do homem sobre a Terra é marcada por dificuldades. Com os cristãos não é diferente. A cruz do dia a dia parece, às vezes, ser muito pesada e, para não ser esmagado por ela, é preciso mudar a perspectiva em relação à própria vida. É preciso ter uma visão sobrenatural da própria existência.Na vida espiritual não é incomum ocorrer uma certa ondulação, ou seja, alternar períodos de grandes consolações com períodos de aridez espiritual. O problema se dá quando as alterações são muito bruscas, elas denotam uma visão carnal da vida. É preciso, então, olhar para a própria vida com o olhar de Deus. Perceber, nas mais diferentes situações da vida, mesmo aquelas injustas, inesperadas, dolorosas, a ação de Deus ou uma oportunidade de oferecer o sofrimento a Ele.
Stabat autem iuxta crucem Iesu mater eius – “Estava ao pé da cruz de Jesus, sua Mãe” (Io. 19, 25). Do martírio de Maria sobre o Calvário, não é necessário dizer outra coisa senão o que diz São João: contempla-a vizinha à cruz à vista de Jesus moribundo, e depois, vê se há dor semelhante a sua dor. O que mais atormentou a nossa Mãe dolorosa, foi o ver que ela mesma com sua presença aumentava as aflições do Filho e que para grande parte dos homens o sangue divino seria causa de maior condenação. Se Jesus e Maria, apesar de inocentes, sofreram tanto por nosso amor, a nós, que merecemos mil infernos, não desagrade sofrer alguma coisa por amor deles e em satisfação por nossos pecados.

Admiremos uma nova espécie de martírio; uma Mãe condenada a ver morrer diante de seus olhos, no meio de bárbaros tormentos, um Filho inocente e amado com todo o afeto. Estava ao pé da cruz (de Jesus) sua Mãe. Como se São João dissesse: Não é necessário dizer outra coisa do martírio de Maria: contempla-a vizinha à cruz, à vista do Filho moribundo, e depois vê se há dor semelhante à sua dor.
Mas para que servia, ó Senhora, lhe diz São Boaventura, ires ao Calvário? Devia reter-vos o pejo, pois que o opróbrio de Jesus foi também o vosso, sendo vós sua mãe. Ao menos devia reter-vos o horror de tal delito, como ver um Deus crucificado pelas suas mesmas criaturas. Mas responde o mesmo Santo: Non considerabat cor tuum horrorem, sed dolorem. Ah! O vosso Coração não pensava no seu próprio sofrimento, mas na dor e na morte do amado Filho, e por isso, quisestes vós mesma assistir-Lhe, ao menos para Lhe mostrar a vossa compaixão.
Oh Deus! Que espetáculo doloroso era ver o Filho agonizante sobre a cruz e, ao pé da cruz, ver agonizar a Mãe, que sofria no coração todas as penas que o Filho padecia no corpo! – Eis aqui como a mesma Bem-aventurada Virgem revelou a Santa Brígida o estado lastimoso do seu Filho moribundo, conforme ela o presenciou: “Estava meu amado Jesus na cruz, todo aflito e agonizante; os olhos estavam encovados e meio fechados e amortecidos; os lábios pendentes e a boca aberta; as faces descarnadas, pegadas aos dentes e alongadas; afilado o nariz, triste o rosto; a cabeça pendia-lhe sobre o peito; os cabelos estavam negros de sangue, o ventre unido aos rins; os braços e as pernas inteiriçadas e todo o resto do corpo coalhado de chagas e de sangue.” Ó pobre de meu Jesus! Ó martírio cruel para o coração de uma mãe!

Quem se achasse então sobre o Calvário, diz São João Crisóstomo, teria visto dois altares, nos quais se consumavam dois grandes sacrifícios: um no corpo de Jesus, outro no coração de Maria. Mas melhor me parece, com São Boaventura, considerar ali um só altar, isto é, só a cruz do Filho, no qual, juntamente com a vítima do Cordeiro divino, é sacrificada também a Mãe. Por isso o Santo pergunta-lhe assim: O Domina, ubi stas? – “Ó Maria, onde estais?” Junto à cruz? Ah! Mais exatamente direi que estais na mesma cruz, a sacrificar-vos, crucificada juntamente com Jesus.
O que mais afligia a nossa Mãe dolorosa, era o ver que ela mesma, com a sua presença, aumentava as aflições do Filho, porquanto, como diz o mesmo santo Doutor, a mesma pena que enchia o Coração de Maria, transbordava para amargurar o Coração de Jesus; e Jesus padecia mais pela compaixão da Mãe, do que pelas suas próprias dores. Acresce que, lembrando-se Maria da profecia de Simeão, já desde então previu que os padecimentos de Jesus Cristo seriam, pela culpa dos homens, inúteis para grande parte deles, e ainda mais, causa de maior condenação: Ecce positus est hic in ruinam et resurrectionem multorum (1) – “Eis que este é posto para ruína e ressurreição de muitos”.
Roguemos à nossa divina Mãe, pelos merecimentos desta sua dor, que nos obtenha verdadeira dor dos nossos pecados e verdadeira emenda de vida, zelo fervoroso pela salvação das almas e uma terna compaixão dos sofrimentos de Jesus Cristo e pelas suas próprias dores. Se Jesus e Maria, apesar de tão inocentes, quiseram sofrer alguma coisa por amor deles. Por isso digamos com São Boaventura: “Ó Maria, se no passado vos ofendi, vingai-vos agora ferindo-me o coração; se vos servi fielmente, também outra recompensa não vos peço, senão que me firais. Demais indecoroso seria para mim ficar ileso, ao passo que Vos vejo repletos de dores, a vós e a meu Senhor Jesus Cristo.” Poenas mecum divide – “Reparti comigo as penas”. (*I 244.) Luc. 2, 34. 
A verdade que nos torna livres não pode ser conservada só para nós; exige o testemunho, precisa de ser ouvida, e no fundo o seu poder de convencer provém dela mesma e não da eloquência humana nem dos raciocínios nos quais pode ser acomodada. Não distante daqui, em Tyburn, um grande número de nossos irmãos e irmãs morreram pela fé; o testemunho da sua fidelidade até ao fim foi muito mais poderoso que as palavras inspiradas que muitos deles disseram antes de abandonar tudo pelo Senhor. Na nossa época, o preço que deve ser pago pela fidelidade ao Evangelho já não é ser enforcado, afogado e esquartejado, mas muitas vezes significa ser indicado como irrelevante, ridicularizado ou ser motivo de paródia. E contudo a Igreja não se pode eximir do dever de proclamar Cristo e o seu Evangelho como verdade salvífica, fonte da nossa felicidade última como indivíduos, e como fundamento de uma sociedade justa e humana.

segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016

Capitulo II O testemunho verdadeiro

O testemunho verdadeiro
Neste segundo tópico de nossa formação antes de mergulhar em nosso texto, achei interessante por este artigo publicado pela canção nova sobre o testemunho segundo o Papa Francisco.

Francisco concentrou-se em quatro modelos de crente: Jesus, os escribas, o sacerdote Eli e seus dois filhos, também estes sacerdotes. Enquanto Jesus ensinava como “quem tem autoridade”, os escribas pregavam, mas colocavam um peso nos ombros do povo.

“Sempre estes escribas, estes fariseus, é como se batessem no povo, não é? ‘Devem fazer isto, isto e isto’. Mas Jesus disse: ‘Mas assim vocês fecham a porta do Reino dos Céus. Não deixam entrar nem vocês entram’”.
 
Francisco também citou o exemplo de Eli, presente na primeira leitura. Ele recordou como Eli era um representante da fé, mas seu coração não ouvia bem e desprezou Ana, que rezava de modo humilde. “Quantas vezes o povo de Deus não se sente bem acolhido por aqueles que devem dar testemunho: pelos cristãos, pelos leigos cristãos, pelos padres, pelos bispos…”.

Quanto aos filhos de Eli, que andavam rumo ao poder e ao dinheiro, Francisco associou a eles a figura do cristão corrupto, que aproveita de sua situação, do seu privilégio de fé.

Já como quarto modelo de crente, o Santo Padre citou Jesus. A novidade, segundo Francisco, está no poder da santidade, no levar consigo a Palavra de Deus, o amor de d’Ele por cada ser humano.

“Jesus aproxima Deus do povo. Para isso, aproxima-se dos pecadores. Jesus busca o coração das pessoas, aproxima-se do coração ferido delas. A Ele interessa somente a pessoa e Deus”.

O Papa concluiu pedindo que as duas leituras do dia ajudassem cada um, em sua vida de cristão, “a não serem puros legalistas, hipócritas como os escribas e os fariseus, a não ser em corruptos como os filhos de Eli, a não serem temerosos como Eli, mas sim como Jesus, com o zelo de procurar o povo, protegê-lo e amá-lo”.

Assim sendo podemos então dizer que:
Atos 1:8  “...mas recebereis poder, ao descer sobre vós o Espírito Santo, e sereis minhas testemunhas tanto em Jerusalém, como em toda a Judéia e Samaria, e até aos confins da terra.”

A palavra testemunha tem um grande significado corrente nos, onde designa a declaração que protesta  e também presta a autoridades a fim de esclarecer fatos do seu conhecimento.

Irmãos e Irmãs é bem claro que antes do nosso senhor Jesus subir aos céus, depois de sua ressurreição, ele encarregou os seus discípulos de serem suas testemunhas até os confines do planeta. Você, como discípulo de Jesus, também tem este dever.
I - O primeiro lugar por onde precisamos começar a testemunhar é a nossa própria casa. Leia João 1:40-42 e responda: O que o exemplo de André tem a nos ensinar sobre o testemunho de Jesus ?
II - Pedro, em I Ped. 3:15, nos ensina acerca do preparo e da maneira como devemos testemunhar da nossa fé:
III - Quando você testemunhar de Cristo, que Ele morreu, ressuscitou e voltará em breve, pode ser que você ache pessoas que duvidem, dizendo que já se passaram dois mil anos e Ele não voltou. Que resposta você daria, baseando-se em II Pedro 3:8-10?


PASSOS PARA DAR UM BOM TESTEMUNHO

1°) Pedir orientação e sabedoria de Deus para agir, falar, resolver problemas.  Leia  Tiago 1:5 e 6 e 3:17.

2°) Seja zeloso, honesto. Tenha uma conduta moral séria, demonstrando cordialidade para com as pessoas. Leia I Ped. 2:15-17

3°) Evite contendas (brigas, discussões). Leia II Timóteo 2:14 e 15.

4°) Esteja sempre preparado para explicar claramente o Evangelho (o plano de salvação), como o exemplo do apóstolo Paulo em I Corintios 15:1-4.

5°) Fale sempre com clareza acerca da condição para a Salvação: Fé e arrependimento (Rm.10:9,  Atos 2:37-38).

6°) Conscientize as pessoas de que elas precisam tomar uma decisão urgente com Cristo. Leia Atos 1:30 e 31)

7°) Demonstre sua segurança em Cristo, sua alegria na certeza da vida eterna (I João 5:10-12).

8°) Não se deixe vencer pela timidez. Aproveite todas as oportunidades para falar do Salvador  (II Tim. 4:2).


PARA TERMINAR: Lembre-se que um gesto vale mais do que muitas palavras. Antes de falar é preciso demonstrar que Jesus realmente faz diferença em sua vida.





Cléber Aparecido R da Silva

Se não dermos testemunho, não seremos uma igreja em pleno século XXI.


“MAS RECEBEREIS PODER, AO DESCER SOBRE VÓS O ESPÍRITO SANTO, E SEREIS MINHAS TESTEMUNHAS TANTO EM JERUSALÉM COMO EM TODA A JUDÉIA E SAMARIA E ATÉ AOS CONFINS DA TERRA”
(Palavras proferidas por Jesus aos discípulos por ocasião de sua ascensão, conforme registrado por Lucas em ATOS 1:8.).

Ser cristãos de testemunhas é saber da ocorrência de um certo fato e assim é convocado para falar sobre ele. O nosso senhor Jesus Cristo afirma com todas as palavras que somos suas testemunhas. Geralmente perdemos de vista que as orientações dadas por Jesus aos seus discípulos foram feitas para que eles continuassem a obra iniciada por Ele. Também temos dificuldades em compreender que hoje ser membro de uma igreja local é o mesmo que ser discípulo de Jesus.

Pensamos agora em uma figura jurídica presente em Lucas no livro de Atos, ao registrar tais palavras ditas pelo Cristo nos ensina como é central a pessoa do Senhor não apenas na realização da nossa salvação, mas também em nossa caminhada terrena. Jesus afirma que somos testemunhas dele. “Recebereis poder e sereis “MINHAS TESTEMUNHAS”. E Mateus ao registrar parte do sermão do monte proferido por Jesus através de figuras bem conhecidas nos ajuda a entender o que significa ser testemunha de Jesus. O testemunho ajuda a melhorar os rumos da sociedade. Como discípulos de Jesus e suas testemunhas, devemos colocar em prática os ensinos da Bíblia em todos os aspectos e circunstâncias da vida. Quer seja pela maneira que exercemos nossa profissão, administramos os bens que Deus coloca em nossas mãos, a forma como nos relacionamos com as outras pessoas, sendo elas cônjuges, filhos, pais, empregados, patrões, etc. O que seria do mundo sem a presença da Igreja de Cristo? Ela preserva a vida e ilumina o ambiente onde está.

A igreja primitiva necessitava de verdadeiros cristãos de testemunhos, sendo até levados a glória do Martírio. Durante o período Patrística ouve grande santos e santas que mudaram o rumo da história da Igreja, mostrando cristo a todas as nações. Durante a idade Média, o espírito conduziu a igreja para defender os ensinamentos de Cristo (doutrinas), e assim pela ação divina houve os grandes dogmas revelados de Deus aos homens. Neste período tivemos testemunhos fluentes de ações e não só de palavras, como por exemplo: São Francisco de Assis.

“E disse-lhes: Ide por todo o mundo, e pregai o evangelho a toda criatura. Quem crer e for batizado, será salvo; mas quem não crer será condenado. E estes sinais acompanharão aos que crerem: em meu nome expulsarão demônios; falarão novas línguas; pegarão em serpentes; e se beberem alguma coisa mortífera, não lhes fará dano algum; e porão as mãos sobre os enfermos, e estes serão curados. Ora, o Senhor, depois de lhes ter falado, foi recebido no céu, e assentou-se à direita de Deus. Eles, saindo, pregaram por toda parte, cooperando com eles o Senhor, e confirmando a palavra com os sinais que os acompanhavam”. - Marcos 16:15-20

Deus prometeu que avalizaria nosso testemunho com mais provas ainda. Mas o processo de nos fazer testemunhas segue, como já afirmei, um ciclo. Primeiro provamos o poder de Deus e temos nossas experiências, depois as contamos. E quando testemunhamos o que provamos, Deus fará mais para aqueles que nos ouvem. O livro de Atos também nos mostra Deus honrando o testemunho dos apóstolos:

“Com grande poder os apóstolos davam testemunho da ressurreição do Senhor Jesus, e em todos eles havia abundante graça”. - Atos 4:33

Muitos cristãos têm tentado entrar direto neste estágio final sem permitir que o processo se estabeleça em sua própria vida no padrão que Deus estabeleceu. Mas nunca acontecerá assim! O estágio final é quando Deus coopera conosco (que já provamos o poder) e avaliza o testemunho com mais sinais. Foi exatamente assim que se deu com os apóstolos:

“Testificando Deus juntamente com eles, por sinais e prodígios, e por múltiplos milagres e dons do Espírito Santo, distribuídos segundo a sua vontade”. - Hebreus 2:4

Há evidencias de que muitas igrejas estão envolvidas no entretenimento, em vez de pregação bíblica. O culto tornou-se uma produção teatral, em vez de estar centrado na pregação da Palavra de Deus. Os atrativos estão sendo incluídos nos cultos das igrejas e os sermões cada vez mais estão curtos e superficiais.
Observamos que multidões de pessoas estão dispostas a ir à igreja, se houver muito entretenimento e pouca pregação. Muitos têm defendido a idéia de que a Igreja deve fazer de tudo para que as pessoas se sintam bem consigo mesmas; não é de admirar que já não ouvimos tantos sermões que confronte o pecado. A palavra pecado não se encaixa no pensamento positivo do movimento de crescimento de igreja. Não é politicamente correto. Isso é lamentável. Penso que muitos já venderam o direito de primogenitura por um bocado de sanduíche de nossa época.
Com isso a Igreja no do século XXI, apesar de toda a sua riqueza, modernidade e poder, é realmente arrastada para a perversidade e fraqueza espiritual. O homem no púlpito é freqüentemente mais carnal e imoral do que aqueles que se sentam no banco! A maldade que é feita em nome do Senhor, hoje, é uma praga sobre o testemunho da Igreja.

Portanto, a nossa oração é que a Igreja hoje recupere a sua espiritualidade nas Escrituras e renove o seu entendimento não se conformando com este século tão confuso!



Cléber Aparecido R da Silva
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